Faixas de insegurança.

Queridos amigos,

Uma questão que é boa para pessoas como eu que se locomovem principalmente com a bicicleta não se sentirem os únicos menosprezados pelo governo é a situação dos nossos amigos pedestres.

Pessoas que se locomovem de casa ao trabalho usando nossos coletivos descem nas paradas de ônibus mais próximas de seus destinos. Dali em diante elas ainda precisam cruzar por ruas e avenidas.

Lá encontram faixas desenhadas no chão que aparecem nitidamente para o pedestre que se locomove em média a 4km/h porém ao motorista que transita a 60km/h elas aparecem 1 segundo antes de cruzar por ela pois ela não fica em alto relevo.

Nós lemos e assistimos a documentários sobre países que viveram abertamente o sistema de castas e hoje tentam reverter isso pela da tendência global de dar direitos iguais a todos seres humanos e aos poucos a outros seres também.

Aqui em Porto Alegre mentimos para nós mesmo e para nossos filhos ao afirmar para eles que vivemos em uma demcracia quando na verdade vivemos um sistema de castas peculiar em que quanto mais rica financeiramente e fiel ao sistema é uma pessoa mais importante é a vida e a tranquilidade dela.

Não adianta uma pessoa ser dona de uma grande empresa, ser um grande artista ou herdeiro de uma grande fortuna. Se essa pessoa utilizar a bicicleta como meio de transporte a vida dela é menos importante que a vida de quem é fiel ao sistema, tem um carro, sempre o usa e procura ter um carro melhor.

O mínimo que uma pessoa deve fazer para ter alguma importância é utilizar o sistema de transporte público porém no momento que essa pessoa desce do coletivo ela é lembrada que o melhor mesmo é se ela se entregar de vez e comprar um carro ou usar seu carro sempre.

A campanha da faixa é uma declaração de que a vida do cidadão portoalegrense não é tão importante assim. Essa campanha admite que muitas pessoas morram e outras fiquem traumatizadas fisica e psicologicamente até que ela talvez começe a fazer efeito.

É muita inocência misturada com prepotência acreditar que uma campanha pequena é capaz de moldar a personalidade de milhões de pessoas para que elas passem a ter a atitude de levantar o braço e impor respeito a outro ser humano que esta dentro de uma máquina que lhe confere poder.

Em primeiro lugar por que isso é errado e por isso um ser humano terá dificuldade de se submeter a uma idéia falha em seu princípio.

Muitos acidentes estão acontecendo por causa da campanha da faixa uma vez que uma pequena parcela de motoristas circula pensando nessa problemática e a grande maioria circula pensando nos mais variados problemas e alegrias da própria vida. Aí um carro pára e o outro carro _ou moto_ atrás não relaciona diretamente à possibilidade de existir uma faixa logo em frente, desvia e atinge um pedestre que bravamente conseguiu parar um carro com o gesto e acreditou que não precisava repetir o gesto a cada faixa de carro e a cada faixa de motocicleta.

Que bom que nossa constituição e nossas leis são belíssimas. Pelo menos existe um refúgio de sabedoria na base de nossa sociedade.

“O pedestre sempre tem a preferência” Isso é lei porém o governo põe em prática o contrário ao dificultar a vida de quem caminha ao invés de instalar lombadas garantindo assim o respeito à lei.

Campanhas custam muito dinheiro e tem um resultado duvidoso. A instalação de lombadas antes das faixas e em outros lugares críticos também custa dinheiro mas é uma solução concreta.

Porto Alegre já tem uma que outra lombada instalada antes de faixas de segurança em frente a algumas poucas escolas e lá na orla do Guaíba. É uma beleza, todo veículo já vem freando antes e se tiver um pedestre é só frear um pouco mais. Todos motoqueiros irão lembrar que ali onde tem uma lombada também tem uma faixa.

Eu entendo que existe um caminho a percorrer entre entender uma coisa e realizar essa coisa. Talvez nossos representantes já tenham entendido que a vida das pessoas tem muito valor porém ainda não tomaram uma atitude concreta pois não realizaram isso.

O que nos resta é fazer pressão para a fixa cair mais depressa.

Eu não vou sair a tirar fotos das nossas perigosas faixas de inseguraça pois vai saber se eu ali tirando foto não poderei ser uma distração a um pedestre ou motorista e acabar sendo um fator a mais para um possível acidente.

Por outro lado seguem fotos das nossas faixas de segurança:

Lombada só de um lado mas pelo menos para quem vem é possível visualizar a lombada do outro lado.

Essa é uma beleza! Lombada dos dois lados!

Bah, agora sim. Sonorizador + lombada, beleza!

Faz algum sentido? Viajei na batatinha?

Opinem abaixo!

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39 respostas para Faixas de insegurança.

  1. Helton disse:

    Não sei se concordo plenamente com as opiniões e argumentos, mas é uma discussão muito importante e válida.
    Desde que comecei a ir com meu enteado ao colégio, me sensibilizei extremamente com a problemática do trânsito em nossa cidade (e em particular no meu bairro), e me parece que, de modo geral, a campanha de estender a mão teve um resultado não apenas bom, mas muito bom. Não que os pedestres estejam esticando a mão de fato, ou que todos os motoristas parem, mas agora DEIXOU DE SER UM ABSURDO algum pedestre achar que tem o direito de parar um carro para passar. Está na televisão: o motorista TEM que parar. Espera-se que ele pare. Pega mal não parar.
    Por outro lado também, já tem me parecido que esse ânimo inicial gerado pela campanha (que continua? acabou? alguém sabe?) começa aos poucos a amainar, e o descaso dos motoristas aliado ao medo dos pedestres volta a se insinuar.

    Na falta de conclusões, deixo um pedido aos colegas pedalantes, reforçado até por momentos presenciados por mim na Massa: os CICLISTAS também precisam respeitar a faixa de pedestres! É muito fácil a gente se distrair, ou se considerar oprimido, e acabar esquecendo de que também somos vítimas da tentação de correr sem parar e de que a bicicleta também é um instrumento de intimidação no “confronto” fugaz e veloz entre o pedestre e o ciclista.

    Agora imaginem o seguinte: SE NEM NA MASSA (COMO DE FATO ACONTECEU MAIS DE UMA VEZ) A FAIXA DE PEDESTRE É RESPEITADA, como fica a moral dos Massa-Críticos, ou mesmo dos ciclistas reivindicatórios em geral?

    • Naldinho disse:

      Helton,
      também presenciei esse problema várias vezes na Massa. Acho que devemos respeitar o pedestre no sinal vermelho. A Massa “quebrará” com mais frequência, mas acho válido ter esse tipo de relação com o pedestre.
      A conversa antes da saída da Massa sobre o trajeto deu um ótimo resultado. Acho que na próxima seria interessante que essa questão seja levantada.

      • Marcelo disse:

        Não acho uma boa para a segurança de todos quebrar a Massa para que os pedestres passem em um cruzamento com o sinal fechado. Vai ser uma gentileza com o pedestre, mas vai ser perigoso para todos os participantes da Massa, por diversos motivos:

        1. Podem entrar carros e motos no meio da Massa, o que põe a segurança de todos em risco.
        2. Os rolhas vão estar segurando o trânsito e se formos parar para pedestres em cruzamentos, poderemos demorar ainda mais para cruzar e criar ainda mais animosidade com os motoristas.

        Contudo, acho que existem várias situações em que devemos sim parar para pedestres em faixas de segurança, e já procuro fazer isso gritando “atenção: pedestre!” e os ciclistas costumam parar, como por exemplo nas conversões, semáforos exclusivos para pedestres (não em cruzamentos), e faixas de segurança não semaforizadas.

  2. Naldinho disse:

    Viajou não. Faz todo sentido.
    Assim que cheguei aqui presenciei um acidente numa dessas faixas aqui perto de casa (Protásio, altura do nº8500). O carro parou e a vovó foi com tudo, mas o motoqueiro não viu (ou se viu, achou que dava pra passar). Deu m****, a vovozinha ficou com o braço sangrando e tivemos que chamar o SAMU.

    De fato, é uma coisa meio “sem noção” simplesmente pintar o chão e contar com a boa vontade do motorista (seja ela resultado ou não de uma campanha). Por outro lado, acredito que eles saibam que estão beneficiando o motorista (em detrimento ao pedestre) ao não instalarem lombada e placas de sinalização.

  3. Cesar disse:

    Essa discussao é oportuna. Porque desde que comecei a frequentar a nova versao da massa no Largo da Epatur, noto que raramente o pedestre é respeitado nas faixas de segurança, e isso é um desserviço para quem procura o respeito das pessoas em relaçao a causa da bicicleta e do transporte, alem de ir contra o próprio código de transito que queremos ver cumprido. Na próxima massa vou colocar em discussao antes da saida esse assunto.

  4. Olavo Ludwig disse:

    Klaus, não viajou muito não, o negócio é esse mesmo!
    Penso que é fácil a prefeitura arrumar um dinheiro extra para construir as lombadas, basta colocar vários “azuizinhos” perto das faixas existentes e desrespeitadas várias vezes, cada faixa deve gerar no mínimo umas 50 multas por hora. A faixa na José de Alencar passando a esquina com a Getúlio, sentido centro-bairro, geraria com certeza umas 250 multas por hora, é dinheiro que não não acaba mais.

    Quanto a massa não respeitar a faixa é sério, temos que combinar isso, até porque no meio da massa é muito difícil enxergar as faixas e pedestres.

  5. Olavo Ludwig disse:

    Faltou dizer, toda campanha educacional para segurança no trânsito é fundamental, mas ela precisa ser contínua ou atingir fortemente o bolso dos motoristas, senão não funciona por muito tempo. Lombadas já!

  6. André Freeride disse:

    vou comentar algo que não te muito a ver com o texo anterior, ofato seria de que na minha opinião ocupar o espaço dos carros nas ruas só aumentaria mais a raiva de quem não gosta de bicicletas e ainda poderia gerar essa raiva a quem de certo modo já aprecia a bicicleta,porra é foda não ter eapoio de ningué m mas dessa maneira eu acho incorreta.
    Minha opinião, é o que eu penso em relação a isto.
    Em relação a “faixa de insegurança” eu concordo em termos, porquê a culpa não é só do sistema e das pessoas com mais poder monetario e sim de todas elas em geral, pois de alguma forma contribuem negativamente para isto, seja com protesto, seja com peturbação publica enfim.
    E não é que “se entregar de vez e comprar um carro” mas é que muitas vezes o carro em si é mais pratico e pode se tornar mais economico, sendo a passagem R$ 2,45 por mes o gasto daria quanto mais ou menos R$ 73,50 e é bem dificl com uma moto ou um carro gastar isso de gasolina sendo que um carro economico faz 15 km por litro e o litro em torno de 2 reais muitas vezes é barato. Tudo bem que nem todo mundo tem esse carro economico, mas cada individuo ganha mais ou menos pra poder pagar o seu próprio combustivel.
    Em ralação a faixa com o pedestre no caso de estender a mão, eu se estivesse numa via como a Ipiranga por exemplo à 60 km/h eu não pararia. Por que? Porquê se eu estou a 60km/h provavelmente o carro que vem a seguir, em media mantém a mesma velocidade, logo poderia causar um acidente muito mais grave.

    • Olavo Ludwig disse:

      André,

      Primeiro, o espaço nas ruas não é dos carros e sim de todos os veículos, alguns motoristas se acham donos das ruas, o que é errado e ilegal e assim devem ser educados na boa com campanhas e na marra com multas.

      Quem tem raiva e não gosta de bicicletas nas ruas são pessoas estressadas, que ainda não se deram conta do que está errado em suas vidas, ou se deram e não conseguem ver saída da armadilha social, tenho pena delas, e ao mesmo tempo medo, pois são pessoas perigosas a beira de um colapso.

      Pra finalizar, pertubação pública é o barulho do trânsito que somos obrigados a escutar diariamente, é a fumaça que somos obrigados a respirar e o desrespeito que somos obrigados a aguentar, e não um protesto ou uma celebração como a massa crítica.

    • Marcelo disse:

      André, como o Olavo bem colocou, não estamos ocupando o espaço “dos carros” pois as ruas não são dos carros. São espaços públicos que os carros ocupam (e desperdiçam) na maior parte do tempo.

      Utilizar um carro particular nunca será mais barato que utilizar o transporte coletivo. Tu estás considerando só a gasolina, esqueceste de considerar na tua conta: o preço do carro, IPVA, seguro, estacionamento e manutenção.
      Um carro popular, deve custar o que, uns 20 mil? Se o cidadão ficar com ele 10 anos (o que é muito hoje em dia) são dois mil por ano, ou 166 reais por mês só pra pagar o preço do carro, o que já dá pra pagar, em POA, 68 passagens de ônibus por mês! Mais de duas por dia, considerando domingos e feriados.

      Acho que tens que refazer tua conta.

  7. sergio disse:

    Oi André
    Já tive carro no passado e acho meio difícil sair mais barato ter carro do que não ter e pegar ônibus. Eu com certeza passei a economizar muito mais depois que vendi o carro, mesmo pegando taxis as vezes por conveniência.
    Esse site estima em R$9540 o custo de manter e usar um carro (baseado em um carro popular, zero): http://www.investidorjovem.com.br/quanto-custa-manter-carro
    Isso que ele calculou um gasto de R$150 com estacionamento por ano enquanto eu gastava em 2001 cerca de R$1300 porque tinha que alugar uma garagem.

  8. Dailor disse:

    Ouvi esses dias que a campanha de estender a mão na faixa saiu da fase de conscientização para a de fiscalização, porém ainda não vi ninguém fiscalizando, muito menos multando.
    Sobre o desrespeito das normas de trânsito pelos participantes da massa, acho tranquilo reverter. A conversa antes do início e um certo “pacto” até aqui pelo blog surte efeito, pois o caráter ali é crítico, solidário, respeitoso, etc. Percebi muito disso nos passeios ciclísticos de quarta a noite que saem da Redenção. Lá o caráter é um pouco diferente e por isso o desrespeito é maior: muita gente subindo na calçada e passando rápido por pedestres, o que é perigoso e os assusta. Critiquei alguns, mas não me senti muito confortável em falar pra todos…
    abrs.

  9. Cesar disse:

    Dailor estais completamente enganado com relaçao aos passeios das quartas que sai da redençao, lá o pessoal é muito mais realista e respeitoso com os pedestres em geral e em relaçao ao transito. Frequento a quase dois anos quase que ininterruptamente e é claro que há eventualmente erros de conduta . Até porque o pessoal novo ou que nao costuma andar em grupos desse tipo, costuma ir nesse de quarta como porta de entrada nos passeios noturnos. Mas temos a liberdade de aconselhar, mas acatar está na consciencia de cada um. O mesmo se dá na massa onde sempre vem a tona a questao de ocupar todas as faixas ou nao.

    • Dailor disse:

      Cesar, gosto bastante dos passeios de quarta. Talvez eu tenha generalizado, o que nunca é bom. Parece que há erros de conduta tanto nas quartas como na Massa, o que não me deixa completamente enganado, talvez parcialmente certo, hehe . Tampouco concordo que lá (nas quartas) o pessoal é muito mais realista: é igualmente realista. Mas que são passeios um pouco diferentes, acho que isso tu vais concordar. Acho a Massa mais crítica, por isso percebi mais desrespeito nas quartas, pouca coisa; fui infeliz no exemplo.

      Acho que vou nessa quarta, nos vemos lá então, um abraço

  10. Melissa disse:

    Klaus, as lombadas não foram proibidas há anos atrás? Porque estragam o carro e blablabla?

    • Olavo Ludwig disse:

      Melissa, vou responder pelo Klaus. O que foi proíbido por estragar os carros foram os quebra-molas, que são lombadas mais radicais, só que o carro só estraga se for rebaixado ou passar rápido. Eu acho que deveria ter era quebra-molas mesmo.
      Segundo um coordenador da EPTC, a instalação de lombadas é possível, mas exige uma enorme burocracia, e tem que ser bem suave para não estragar os carrinhos do “queridos”!

      • Melissa disse:

        Se só estraga se eles passam correndo, não deveria ser proibido! Porque é só na linguagem do seu prejuízo financeiro que eles entendem alguma coisa.

        Vi numa reportagem que estão botando novos pardais pelas avenidas mais críticas de Porto Alegre. Eu fico feliz.

  11. kaouz disse:

    Precisamente pelo que o André Freeride escreveu sobre o por que ele não para eu também não paro nas faixas de insegurança mesmo se o pedestre levantar o braço e a perna ao mesmo tempo:

    Os outros carros estarão vindo em média a 60km/h e as motos a 80km/h.

    Quantas faixas tem a Ipiranga? 3?

    Não, a Ipiranga tem 5 faixas: 3 para carros e 2 para motos.

    Um pedestre conseguir parar um carro é só o começo da jornada rumo ao outro lado da via.

    Um pedestre que faz o sinal mais provável que vá prestar atenção nas outras faixas mas ao lado dele podem estar outras pessoas que poderão seguir a travessia esquecendo de parar a cada uma das 5 faixas.

    –> Uma lombada é visível a uma grande distância pelos condutores de veículos e faz com que o condutor diminua a velocidade, preste atenção e tenha a tranquilidade de saber que os outros também irão prestar atenção. <–

    As plaquinhas que tem avisando a presença de uma faixa são desprezíveis pois ficam totalmente fora do campo nobre de visão do condutor. O que passa pelo centro da visão tem uma grande chance de ser processado pela mente por outro lado uma informação fora do compo nobre é desprezível, isso é científico.

  12. marco disse:

    Concordo com as lombadas, Klaus.
    Fazem muita falta pra aumentar a segurança.
    Outra coisa que acho imprescindível pra faixas começarem a ser respeitadas é remover todas as faixas inúteis. Faixa embaixo de semáforo, por exemplo, não faz sentido nenhum. É uma contradição. A faixa é pra dar priorodade ao pedestre mas o semáforo tem prioridade então inutiliza a faixa. Faixa em travessia de pedestre semaforizada também é inútil. Tem que ser ou um ou outro. Se removerem todas essas faixas inúteis e começarem a fiscalizar e multar nas restantes a coisa vai começar a funcionar.

    • Olavo Ludwig disse:

      Marco a faixa de segurança embaixo de semáforo continua sendo uma área de segurança para o pedestre, pois mesmo que o sinal abra para o carro ele deve esperar que o pedestre termine de passar.

      Aconteceu agora na volta do almoço, estávamos atravessando a José de Alencar e abriu o sinal, um motorista idiota arrancou a sua camionete com a mão na buzina, assustando uma de minhas colegas que paralisou na hora, uma situação muito perigosa.

      Na verdade pelo CTB se o pedestre coloca o pé na rua os carros deveriam parar, mas na prática, com a quantidade de carros que tem em Porto Alegre isso é impossível, então pelo menos nas faixas os carros deveriam respeitar sempre, independente do semáforo, claro que ninguém deveria se atirar a rua com o semáforo aberto para os carros, mas se já está atravessando deveria se continuar atravessando com a garantia de que se está numa área segura.

      Lombadas também seriam uma boa nas faixas da direita próximo as esquinas onde logo após tem uma faixa de segurança, isso obrigaria os motorista a diminuir a velocidade antes de entrar e poder parar com tranquilidade se alguém quiser atravessar na faixa.

      • Marcelo disse:

        Olavo, a faixa neste caso serve só para confundir os motoristas. Seguido estou atravessando uma faixa de segurança em um cruzamento e um motorista imbecil vem gritar comigo que o sinal está aberto para ele. Em qualquer país da Europa e mesmo na América do Norte, onde tem faixa o pedestre tem a preferencia sempre! E onde tem semáforo para pedestres não tem faixa, porque não precisa. Até em POA era assim há um tempo atrás agora que começaram a por faixas em tudo e a faixa perdeu completamente o propósito original dela.

        Do momento que o pedestre já começou a travessia é obrigação do motorista esperar que ele conclua caso o sinal abra.

      • Matheus Dutra de Moura disse:

        Tchê, tb sei que isso é o certo. Mas, NINGUÉM respeita, incluindo carros da polícia “a passeio” e demais veículos públicos. É uma vergonha sem limites o que se vê em POA.

        A própria propaganda desse lance de parar para pedestres atravessarem a faixa em POA diz que se o sinal estiver verde, a faixa não serve de nada.

        Eu já desisti de POA.

      • Marcelo disse:

        Ontem eu quase fui atropelado por um motoboy em cima da calçada, que vinha buzinando para eu sair do caminho. E quando eu reclamei ele ainda me respondeu. Hahaha, sem noção.

        O trânsito começou a degringolar quando a Brigada Militar disse que as pessoas deviam ignorar o sinal vermelho para não serem assaltadas. Hehe.

      • sérgio disse:

        É, Olavo.
        Pela lei, quando abre o sinal o motorista é obrigado a esperar o fim da travessia do pedestre independente da existência de faixa ou não. A faixa junto ao semáforo só serve pra complicar mesmo, bastariam as linhas de separação para indicar ao pedestre onde atravessar e ao motorista onde parar.
        É engraçado que como os carros não paravam nas faixas começou-se a instalar semáforos de pedestres nas faixas, o que de certa forma é admitir que as faixas não funcionam,

      • Melissa disse:

        Uma vez fui atravessar a rua na faixa com sinaleira, e ela abriu para os carros quando eu tava quase na metade. O taxista começou a me buzinar! Pasmem, ele queria que eu fizesse o quê? Me teletransportasse?

        Ainda gritou pra mim “Pra que tem sinaleira??”. Sem noção total!

  13. kaouz disse:

    Alguns meses atrás uma moto da brigda vindo na contra mão quase me atropelou em uma faixa. Fiquei uma fera. Olhei para o lado e vi mais duas.

    Não tive dúvida, levantei minha pata e olhei bem nos olhos do primeiro motociclista e ele parou.

    Como de praxe nessas situações o motociclista de trás não percebeu a situação e quase me atropelou.

    Essa campanha descompanhada da instalação de lombadas deixa Porto Alegre mais perigosa e desgostosa de viver.

    Falta de conhecimento, falta de sensibilidade ou mal caráter são ás únicas explicações que me vêem à mente para a falta de lombadas antes e depois de TODAS as faixas de pedestre e inclusive em locais onde a velocidade deve ser menor que 40km/h.

    Se disserem que é falta de dinheiro é por mal caráter que não temos lombadas.

    Hoje são faixas de ‘Deus nos proteja’, ‘boa sorte’, vai firme! Confio em ti. Te vira!

  14. Melissa disse:

    Olha, do jeito que tá Porto Alegre, acho que devíamos em uma Massa chegar na frente da Prefeitura, da EPTC, e parar a rua, protestar, chamar a mídia, coisas assim. Levar muitos cartazes com dizeres, muitas pessoas.

    Tudo isso revolta e dá uma vontade enorme de poder fazer alguma coisa (além de sua parte pessoal). É o único jeito que eu enxergo de chamarmos muito a atenção de uma forma prática e de curto prazo.

    • Naldinho disse:

      Acho uma boa. Primeiro, para aproveitarmos o embalo da “polêmica” dos bicicletários; e, segundo, sem querer ser maquiavélico, acho que conseguiremos mais simpatia dos pedestres.

  15. Melissa disse:

    Que tal fazer isso na de janeiro, quando provavelmente teremos muito mais gente? Sério, eu acho que não temos tempo a perder. A Prefeitura já tá fazendo reformas em Porto Alegre por conta dessa Copa 2014 e não tá levando essas causas mais urgentes em consideração. Se não agirmos rápido vamos morrer reclamando.

    • Olavo Ludwig disse:

      Boa! Embora não tenha fé em medidas rápidas por parte da prefeitura, a não ser o blá blá de sempre.

      • Melissa disse:

        Eu também não tenho essa fé, mas acho que o mais vergonhoso de tudo é a população não fazer nada. Por isso não nos custa chegar lá na frente e botar a boca no trombone, pacificamente e com bom humor, apesar de tudo.

        Acho que quando botarem o bicicletário no Mercado, eles vão usar isso como um pretexto pra dizer que a Prefeitura tá fazendo muito pelo ciclista. Seria piada, porque já deveria ter há muito tempo e o custo pra eles é quase zero. Isso é o mínimo que eles poderiam se comprometer, mas pelo menos isso está sendo feito.

        Vou botar esse assunto no grupo de discussão.

      • Melissa disse:

        Não achei como fazer um novo tópico lá:/

      • Marcelo disse:

        Tem um botão verde escrito “Contribuir”. Clica ali.

  16. Andre disse:

    Encher a cidade de lombadas não é necessário, além de inconveniente. Sinalizar com antecedencia as faixas de segurança já seria o suficiente, além de mais barato.

  17. Klaus disse:

    Só será incoveniente para quem esta andando de carro.

    Lembre que a preferência deveria ser do pedestre.

    Não existe absolutamente nada de errado se ha um inconveniente para quem esta andando de carro em favor de quem esta andando de uma maneira melhor para ele próprio e para sociedade. A preferência prevista em lei é do pedestre e depois do ciclista.

    Encher Porto Alegre de lombadas seria passar a respeitar as leis e a constituição.

    Todas cidades inteligentes do mundo dificultam a vida de quem difuculta o trânsito ao não se dar o trabalho de usar coletivos ou o prazer de pedalar uma bike.

    Desprezar o bem estar e a vida dos cidadãos em prol da indústria automobilística (e do transporte coletivo) é caso de polícia.

    Só não temos montes de ciclovias pois esquecem que nós pagamos um monte de impostos mas já que não pagamos pelo transporte querem que a gente se exploda.

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