Reunião sobre o Plano Cicloviário

O Plano Diretor Cicloviário será discutido na próxima terça-feira, dia 24 de agosto, às 19h na Câmara Municipal de Porto Alegre, no plenário Ana Terra. Não que haja motivos para crer que nosso inútil governo garantirá a segurança dos ciclistas nesse trânsito selvagem, mas pode ser interessante comparecer, para expressar nossas urgências, mostrar nosso ponto de vista e exigir pelo menos que nossa voz também seja ouvida.

Tem que ligar com antecedência para confirmar presença para o número: 3220-4353.

Convite

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34 respostas para Reunião sobre o Plano Cicloviário

  1. Klaus disse:

    Qualquer pessoa pode ir então, é só ligar antes?

    Quanto tempo antes?

    Eu vou me planejar para estar lá.

  2. Melissa disse:

    Certo! Acho que seria bom reunirmos o máximo de pessoas para irem. Vamos de bike ou não?😛 Porque no caso de entrarmos na sala, onde estacionaríamos elas?

  3. Klaus disse:

    Já confirmei minha presença,🙂

  4. Klaus disse:

    Precisamos imprimir fotos de ciclovias de outros países para mostrar o tipo de pavimento usado. Temos que descobrir o nome do pavimento.

    Isso além de irmos pensando na forma mais numa boa de expressar o que pensamos se não a gente corre o risco de eles criarem um bloqueio e assim pioramos a situação. Precisamos puxar eles para o nosso lado e mostrarmos como somos legais e explicarmos o potencial da bici baseados em cidades que ao invés de tentar melhorar o trânsito resolveram os problemas com melhores ciclovias e coletivos pois a única solução é diversificar o transporte, e bla bla bla hehehe

    Abraços!!!

  5. Klaus disse:

    Ah!!!! Não podemos jamais ser contra a idéia da ciclovia da Ipiranga sempre desviar para o lado que fica a sinaleira pois essa é definitivamente a melhor solução.

    O ideal não existe e seria construir um túnel para os carros passarem por baixo da ciclovia mas na prática a melhor solução é trocar de lado cada vez. Eu ando muito na atual ciclotrilha dali e sei que uma ciclovia que segue em linha reta sempre pelo mesmo lado é impensável sem por a segurança dos ciclistas em grande risco. O governo não vai por lombadas e gaúchos deitados para diminuir a velocidade dos carros.

  6. Melissa disse:

    Eu acho que poderíamos nos encontrar antes da reunião pra combinarmos o que dizer e o que mostrar, se não vamos ficar desorganizados pelo que defender exatamente. O que acham?

  7. Pingback: Tweets that mention Reunião sobre o Plano Cicloviário | Massa Crítica – POA -- Topsy.com

  8. Eu concordo com a Melissa. Também consegui confirmar a presença. Acho importante também ressaltar a importância de uma boa sinalização ao longo das ciclovias e/ou ciclofaixas e a inclusão de uma infraestrutura mínima, que possa conter sinaleiras, paraciclos e bicicletários onde houver cruzamento com terminais de ônibus e estações de trem, para justamente oferecer a integração necessária.

  9. Melissa disse:

    Não pode ser de tardezinha, umas 17 horas?

  10. Guria, pode ser umas 19h, de repente? Questão é: vamos só nós? rss. Ninguém mais se manifestou!

  11. Marcelo disse:

    Eu não me manifestei porque estarei trabalhando.

  12. Pois é, ninguém mais vai? Acho importante esse momento que vamos poder mostrar nosso ponto de vista para os que “governam” (espero que eles dêem esse espaço mesmo). Eu particularmente queria muito ao menos mostrar esse vídeo pra todos os políticos: http://www.youtube.com/watch?v=XbwzuuBdCmc

    Pode ser às 19h então!

    Ah, hoje distribuí uns panfletos do Massa Crítica na Redenção pra ciclistas. Bom ver como o pessoal se anima e quer participar!

  13. Melissa e eu nos encontramos neste sábado para discutir algumas ideias para levarmos na reunião. Para aproveitar a possibilidade de haver estrutura para apresentação de slides, ela levará um pen-drive com uma matéria de TV sobre o uso de bicicletas em Bogotá, que contempla a multimodalidade e os benefícios que a bicicleta trouxe para o clima e a segurança pública. Também achamos interessante levar um texto que explane o direito de pedalar independentemente da implantação de ciclovias, então fiz algumas adaptações (com os dados atuais de Porto Alegre, tirados do próprio site da EPTC) ao Manifesto dos Invisíveis. Colo abaixo para que leiam.
    Acho importante que, quem for falar aos presentes, como o Klaus ressaltou, destaque os benefícios de uma política de mobilidade urbana voltada ao uso da bicicleta (como a Vélib em Paris, as ciclovias de Santos, as ciclovias não só em Bogotá como em Cali, Medellín e outras cidades colombianas, etc), e à multimodalidade, ou seja, a integração com outros meios de transporte e a questão da educação no trânsito, que é a parte mais importante, acho.
    Enfim, segue o texto.😉

    Manifesto dos Invisíveis

    Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?
    Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em Porto Alegre quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e muitos outras pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até a conclusão dos potenciais 495 km de ciclovias e ciclofaixas ou, ao menos, os 18 km prometidos há mais de dois anos e que até agora não estão prontos? Se a cidade tem quase 3 mil quilômetros de vias, pelo menos 82% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?
    Ciclovia é só uma das possibilidades válidas de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias (artigo 58), e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados (artigo 201). A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, o exemplo de Bogotá, que priorizou a circulação de pedestres e integrou o uso das bicicletas ao transporte público.
    Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. As leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.
    As recentes iniciativas de shoppings e estabelecimentos comerciais de oferecer bicicletários são importantes. Atendem a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bicicletas. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.
    A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.
    Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos, desde já, contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito (uma bicicleta é um carro a menos para causar engarrafamento) e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.
    Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

    Nós, que somos o trânsito.

    Massa Crítica Porto Alegre: https://massacriticapoa.wordpress.com

  14. Nazareth disse:

    Pessoal, não poderei ir porque trabalho à noite, mas estou feliz ao ver que importantes pessoas estão organizadas e com tão boas ideias. Se puderem incluir o pedido de que o poder público faça uma campanha de conscientização dos motoristas sobre o direito dos ciclistas de usarem a cidade, assim como houve a campanha das faixas de pedestres. Tem acontecido comigo, aconteceu com a Marga também, de motoristas gritarem: vai para a calçada! como se não tivéssemos direito ao chamado “leito carroçável” (esse é o horrível termo).
    Nunca teremos ciclovias que iniciem na porta da casa das pessoas e então precisamos dessa campanha aos motoristas.
    Hoje, um ônibus jogou a mim e ao João para o acostamento (e não havia acostamento). Vamos denunciá-lo ao 118, mas o fato foi que o alcançamos e ele parecia achar o maior absurdo que estivéssemos andando na pista!
    boa sorte na terça! Falem em nome dos ciclistas trabalhadores, dos que não andam em alta velocidade, enfim, de todos.

    • Nazareth, é exatamente essa a ideia. Citar o sucesso (temporário) da campanha da faixa de pedestres como um incentivo para que se crie uma também para os ciclistas…

    • Melissa disse:

      Nazareth, por esse motivo pensamos em sugerir a eles uma reeducação dos motoristas de ônibus e lotação sobre ciclistas no trânsito.
      Lamentável situações como essa que tu passou, tem que reclamar pra empresa dele mesmo. Qual linha era, por curiosidade?

      • Melissa,
        tens condições de levar cópias do manifesto impresso (essa versão) para distribuirmos? Vou estar fora do ar o dia todo, a trabalho, e só vou conseguir aparecer na hora – e sem bicicleta. Agradeço! Se não conseguires, fala comigo, please.

        Beijos.

      • Melissa disse:

        Oi Lívia, tenho condições sim. Quantas cópias, mais ou menos?

      • Nazareth disse:

        Era da Carris, Linha 179, prefixo 1094.
        Boa sorte hoje à noite!

  15. Quem sabe umas cinquenta? Se sobrar a gente usa para outras ocasiões e o custo a gente divide, tá bão? O importante é sair tudo numa folha só, para não gastar papel.

  16. Melissa disse:

    Certo, já tô fazendo o doc aqui ;]

  17. Melissa disse:

    A letra vai ficar pequena demais se der um lado da folha só. Vou deixar ela mais legível e imprimir frente e verso.

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