Há mais de um século atrás…

Dream of the Rarebit Fiend, tirinha publicada em 1904.

…já se tinha uma idéia dos perigos dos automóveis. Essa tirinha é tão velha que já é domínio público, sintam-se à vontade para copiá-la e divulgá-la. Tem mais tirinhas de domínio público em Comic Strip Library.

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12 respostas para Há mais de um século atrás…

  1. Klaus disse:

    Eu acredito que essa tira já não condiz tanto com nossa realidade.

    A campanha pelo respeito à faixa de segurança me parece estar indo bem. Eu luto por essa campanha por imaginar uma sociedade que tenha a gentileza como característica marcante.

    Quando sigo com uma das minha bikes pela cidade e vejo um pedestre esperando para atravessar eu paro a bici perto e montado nela faço sinal para os carros e eles quase sempre param e o pedestre atravessa faceiro e muitas vezes agradece. Minha idéia é mostrar que fazer sinal funciona e assim estimular as pessoas a exigirem seus direitos. Se terá esse efeito não sei.

    Ao transitar de bici eu exijo ser respeitado e respeito os motoristas e me sinto muito seguro dessa forma. Ao meu ver não usar os apetrechos básicos de segurança é um grande desrespeito com as outras pessoas que também utilizam as vias públicas. Os apetrechos que me refiro seriam o farol dianteiro e traseiro, espelho funcional e capacete. Todos de igual importância.

  2. Marcelo disse:

    Oi Klaus,
    Não condiz com nossa realidade?
    Somente ano passado foram mais de 6.000 acidentes COM VÍTIMAS (sem contar animais não-humanos) no trânsito de Porto Alegre – segundo dados da EPTC, disponíveis no site deles – só neste ano, até abril já foram mais de 2.200.

    Fora que eu acho que essa campanha da EPTC tira mais direitos do que dá aos pedestres. Os carros já são obrigados pelo Código de Trânsito Brasileiro a parar na faixa de segurança quando um pedestre põe o pé nela. Agora, não basta por o pé, tem que esticar o braço. Daqui a pouco vamos ter que pular num pé só para conseguir atravessar uma rua.

  3. Olavo Ludwig disse:

    Marcelo,

    Eu entendo o que o Klaus quis dizer, eu também uso a bicicleta diariamente e vejo que a grande maioria dos motoristas respeitam o ciclista, mas com certeza a minoria que não respeita é muito perigosa!

  4. Klaus disse:

    Oi Marcelo e Olavo!

    A gente tem que considerar que a grande maioria dos acidentes fatais com ciclistas é culpa do ciclista e muitos acidentes com pedestre são culpa do pedestre.

    O problema é que existem leis que regulamentam o uso da bicicleta mas como não ha cobrança fica como se o ciclista estivesse acima da lei.

    Essas leis existem única e exclusivamente para nos proteger.

    Um carro atropela um ciclista depois das 21hrs. O ciclista estava sem farol traseiro: culpa do ciclista.

    Um ciclista atravessa o sinal vermelho e um carro que vinha de um lugar que o ciclista não imaginava bate nele de leve após frear de 50km/h até 20km/h e o ciclista bate a cabeça desprotegida no chão e morre: culpa do ciclista que poderia só ter que desembolsar outros 40 pila em um capacete novo.

    Um ciclista transitando na contra mão se choca com qualquer carro/caminhão/ônibus/bicicleta: culpa do ciclista na contra mão.

    Um ciclista transitando direitinho lá junto ao cordão da calçada, no sentido da via. Tudo certo, previsível, uau perfeito. Aí logo a frente tem um carro estacionado e o ciclista desvia indo para outra faixa sem sinalizar e sem olhar para trás no espelho que ele não tem ou dando aquela olhada malandra por cima dos ombros que só serve para poder dizer que “olhou” para trás e uma motorista, que vinha na paz pensando no que o maridão deve estar fazendo de janta, se choca com o ciclista a 60km/h, velocidade permitida na via prensando ele contra o carro estacionado naquele lugar que pode estacionar: culpa do ciclista.

    Respeito 100% tua indignação quanto à violência no trânsito. Só exponho minha opinião e dentro da minha filosofia de vida duas pessoas com duas opiniões diferentes sobre um mesmo assunto podem as duas estar certas.

    Quanto ao sinal eu considero importante como uma fase de transição. Quando estou no voltante de um carro eu só não paro para um pedestre que não faz o sinal e que esteja esperando para atravessar se eu não tiver condições de fazer sinal com a mão para os outros motoristas. É uma situação perigosíssima parar o carro para o pedestre que não faz sinal pois ele pode não ser muito atento. O pedestre muitas vezes fica envergonhado e atravessa rapidinho sem lembrar que tem que cuidar na próxima faixa pois ainda não esta estabelecida a cultura de sempre cuidar na presença de uma faixa de segurança.

    Leis no Brasil existem muitas. O que é preciso é pegar as boas e inserir na cultura.

    Esticar o braço não é um sacrifício muito grande pelo menos para mim e ele é um sinal para o primeiro motorista que parar que a pessoa tem a presença de espírito necessária para cuidar as outras faixas de trânsito já que ainda não esta estabelecida a cultura de respeito mútuo.

    Abraço!!🙂

    • Olavo Ludwig disse:

      Klaus,

      A grande questão nem é de quem é a culpa, o carro é muito perigoso pelo simples fato de ser uma máquina de 1,5 toneladas e que a qualquer descuido do motorista pode matar alguém. Já um ciclista ou pedestre, se tiver qualquer descuido é muito difícil que mate alguém, pode sim é ser morto. A proporção não é nada justa.

      • Marcelo disse:

        Concordo com o Olavo.

        Pode até ser um descuido do ciclista que originou o acidente, mas um ciclista não é uma ameaça séria a ninguém. O problema é que o carro é uma arma, apontada para qualquer pessoa descuidada que surgir no seu caminho.

        A grande quantidade de carro nas ruas não é só ameaça para os ciclistas. Animais também são mortos em ruas e rodovias. As crianças não podem mais jogar bola nas ruas porque o risco de atropelamento é muito grande. Na praia e em ruas de pouco movimento, geralmente de terra, crianças ainda podem brincar, pois ainda é seguro – até o dia em que o asfalto e os carros chegarem lá. Perdemos assim boa parte dos nossos espaços públicos de convívio.

  5. Klaus disse:

    Ok, é muito difícil matar alguém pedalando uma bicicleta mas tenho certeza que nenhum motorista de Porto Alegre ou de qualquer lugar do mundo tem vontade de matar pessoas que nem conhece.

    Multar o ciclista que anda sem faróis, sem capacete ou sem espelho estaria dentro da atual lei e seria um ato de consideração com a vida das pessoas que usam a bicicleta como meio de transporte. Obviamente que só um que outro entenderia isso.

    Não da para por o ciclista acima inclusive do bom senso. Não existe lei maior que o bom senso. Eu também acho que tem carro demais e a maioria sendo dirigida por gente super saudável que só teria a ganhar por deixar seu carro em casa. Acontece que nós recém começamos a mudar essa realidade e até lá e mesmo depois a gente terá que seguir obedecendo as leis supremas do bom senso.

    Esses dias morreu um ciclista por ter se chocado com outro ciclista que vinha subindo a mesma rua só que na contra-mão. Um provocou o acidente e o outro morreu por estar sem capacete.

    • Marcelo disse:

      Concordo contigo, Klaus, que nenhum motorista tem vontade de matar pessoas, mas é preciso que todos se dêem conta que colocar um carro na rua é colocar a vida dos outros em perigo – por mais cuidadoso que se seja.

  6. Klaus disse:

    Viva a Massa Crítica,😀

  7. sergio disse:

    Essa tirinha é de Winsor McCay, que fez um dos primeiros experimentos com desenho animado.
    A tirinha é obviamente altamente fantasiosa com um fundo de realidade que é o que faz ela interessante pra nós hoje.

  8. sergio disse:

    Outro dia eu estava atravessando uma faixa na esquina da fernandes vieira com independência e um taxi resolve entrar na independência sem fazer sinal. Eu continuei andando devagar mas com firmeza até que ele foi forçado a parar pra eu concluir a travessia. O cara, que estava fazendo um lanche na direção, passou por mim e disse, num tom tranquilo: “depois um carro bate atrás de mim e tu vai embora caminhando”.
    Só pude rir. Acho que o novo sinal é uma idéia muito fraca além de contrariar o código nacional de trânsito, que diz que o pedestre que for atravessar a faixa tem sempre prioridade.
    Antes de montar um esquema assim (e gastar um monte de dinheiro na campanha) a EPTC deveria revisar as suas faixas pois existem muitas faixas nas quais é óbvio que nenhum motorista vai parar. Deveriam apagar 80% das faixas e começar de novo. Não faz sentido ter faixa onde tem semáforo, por exemplo. Se tem o botão e semáforo para pedestres, pra que faixa?
    A faixa acaba totalmente desmoralizada e essa campanha tá criando mais confusão.
    Já vi muito motorista que acha que não deveria parar porque a faixa está perto de um semáforo (mesmo que seja a 20m). Ou então acham que se o pedestre não fizer o novo sinal ele não pode atravessar.
    A EPTC é muito hipócrita, sai pintando milhares de faixas e finge que tudo funciona. Mas talvez isso seja porque não estão nem aí pros pedestres. A prioridade é manter o trânsito fluindo.

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